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Autoconhecimento

Como desapegar de um filho que vai morar longe

14 de março de 2017

Ouça o post – participação especial da Helga, minha filha de penas. Popopó mesmo ;)

 

Outro dia uma seguidora querida me perguntou como poderia não sofrer a ausência do filho de 18 anos que a partir do mês que vem iria estudar em outra cidade. Disse que toda vez que se lembrava do assunto já desviava, pensava em outra coisa como se estivesse tentando se enganar. Fugindo da questão para não olhar para isso.

Pensei por um momento em como ajudar uma pessoa sendo que não passei pela mesma situação já que não tenho filhos humanos. Também não é minha área de atuação, não estudei a respeito em cursos, livros ou qualquer coisa assim. Mas como sempre tenho feito ultimamente, voltei-me para meu coração e deixei minha intuição me guiar.

Lembrei-me que passei por uma situação parecida estando do outro lado da história. Quando meu marido me convidou pra morar com ele há 22 anos (somos casados no cartório há 6 anos apenas) ele estava de mudança para Fortaleza. Foi uma coisa meio rápida, namoramos pouquíssimo tempo, mas isso é conversa pra um outro post.

Fiquei super em dúvida de qual decisão tomar. Entrar em um novo relacionamento (já fui casada por 3 anos anteriormente), trocar de trabalho e de Estado era muita mudança ao mesmo tempo. Dá medo, insegurança, a cabeça fica doidona pensando em mil hipóteses.

Conversei com minha mãe que sempre foi muito minha amiga. Estava com receio também de que ela se sentisse preterida. Como seria morar a 3.000 km de distância da pessoa que mais amava e me entendia na vida?? Como ela receberia isso? Minha mãezinha querida nos criou sem pai e lutou até as últimas consequências pra ficar com a guarda minha e do meu irmão. Sempre foi muito amorosa e presente mas também fez questão de nos criar independentes.

garoto-acenando

imagem amorosamente cedida por Aritha Jedidja

Ela disse que sentiria saudades de mim, é óbvio, mas tudo nessa vida a gente se acostuma, inclusive com a distância. “Se for pra você estar feliz, eu vou estar feliz. Então vai, se você quiser ir, vai.” Isso me tirou um peso tão grande dos ombros, porque ela estava realmente permitindo que eu fosse em busca da minha felicidade.

As pessoas que me vêm com meu marido hoje dizem que formamos um casal lindo, que nos tratamos tão bem um ao outro. Uma outra seguidora que se tornou amiga recentemente, me ofereceu hospedagem em sua casa na minha última viagem ao Rio de Janeiro (gratidão Maria querida) quando me ouviu conversando com meu marido ao celular comentou: “que bonitinho, eu quero ter um relacionamento assim. É tão lindo você conversando com seu marido.” Nós somos apaixonadinhos um pelo outro, cultivamos essa paixão pra que reacenda sempre. Claro que já tivemos problemas, já tivemos crises, já nos separamos inclusive. Ainda assim é um relacionamento muito bacana. Ultrapassamos as crises e hoje estamos muito bem.

Se minha mãe tivesse dito: “não vá, Fortaleza é muito longe, eu não quero ficar longe de você” eu não estaria vivendo o que vivo hoje, um casamento feliz. Eu sou uma pessoa feliz dentro do meu relacionamento, a gente se dá muito bem. Ele é o homem que eu escolhi pra mim e eu sou a mulher que ele escolheu pra ele.

E se minha mãe tivesse tentado me convencer a não viver isso porque ela não queria se afastar de mim eu não estaria hoje aqui falando com você, escrevendo esse blog, ajudando tantas pessoas porque toda história que eu vivi a partir daquele momento foi baseada nessa decisão, de ter me mudado pra Fortaleza.

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imagem acervo pessoal

Eu imagino que não seja fácil pra uma mãe ter esse desapego. Fui pro Rio duas semanas atrás e na segunda noite me lembrei de um dos meus gatinhos, o Borinho, que é mais grudadinho comigo. Chorei de saudades do gato. Abri o celular e comecei a olhar fotos e vídeos dele. Eu realmente os trato como filhos e a saudade é imensa tal qual o amor.

Os animais de estimação são mesmo nossos, a gente compra, adota e eles ficam conosco pra sempre enquanto viverem. Já os filhos, apesar de nunca deixarem de ser nossos filhos, pela lei natural da vida se vão depois dos pais, mas eles têm que voar do ninho. Uma hora todos os filhos saem do ninho. Então por mais que não queiramos olhar, é preciso colocar a mão no coração e pensar que os filhos têm a sua vida pra viver. O filho dessa seguidora vai morar longe porque vai estudar, quer crescer, melhorar como pessoa, ter uma carreira bacana.  Eu disse a ela: “imagine se seu filho ficasse em casa, coladinho em você, debaixo da sua asa e Deus me livre fosse viciado em drogas, andasse com más companhias, roubasse pra sustentar um vício, maltratasse pessoas na rua como já vimos muitos adolescentes fazer. Não é nada disso, seu filho vai viver a vida dele, vai crescer, ser uma pessoa melhor. Ele está indo atrás da felicidade dele.”

Os pais costumam dizer que sua felicidade é saber que os filhos estão felizes, que eles estão bem. Ser mãe é uma doação, uma entrega muito grande. Uma mãe deixa de comer pra alimentar os filhos caso seja necessário, deixa de comprar coisas pra si pra poder comprar pros filhos. Então pensar que o filho estará feliz por estudar onde ele escolheu, onde julga ser melhor para ele talvez a conforte um pouco e a deixe com o coração mais leve.

imagem amorosamente cedida por Jess Foami

Além disso vamos combinar, hoje em dia temos whatsapp, skype que é possível conversar (e ver) diariamente a pessoa sem ter que pagar “os tubos” que a gente pagava no interurbano interestadual 20 anos atrás. Não é a mesma coisa que abraçar, sentir a presença, o cheirinho do filho, mas de resto não vai ser tão ruim assim. Não precisa ser dolorido e sofrido do jeito que estamos condicionadas a pensar. Pode ser mais leve.

E você, como lida com o apego? Já teve alguma situação em que foi difícil soltar? Compartilha conosco :)

Um beijo cheio de luz

Nia
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Autoconhecimento, Espiritualidade

O que eu faço é uma gota no oceano

04 de janeiro de 2017

gota-no-oceano

Ouça o áudio da reflexão

Toda e qualquer atitude de amor e benevolência para com o próximo ou com você mesma é uma gota que ajuda a encher o oceano.

Tenha paciência com os outros e tenha paciência com você. Ajude os outros e peça ajuda quando precisar. Trate o outro com amor, seja amorosa com você.O que você tem deixado de fazer que não está transbordando o oceano da vida? Um beijo cheio de luz

Nia
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Orações e Meditações, Podcasts

Oração de Libertação – Gratidão, Inclusão e Luz aos Ancestrais e ao Sistema Familiar

01 de janeiro de 2017

Nia
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